Governo lança programa para fornecedores nacionais

 

O programa foi lançado pelo Ministério de Minas e Energia, em evento realizado em Vitória (ES), e está sendo coordenado pelo secretário de Petróleo & Gás, Márcio Félix. A proposta é garantir que centros de pesquisa e fornecedores recebam mais que o 1% determinado em contrato pela cláusula de P&D, que prevê aportes obrigatórios a partir do lucro da produção em determinados campos de petróleo.

Durante o lançamento do Fórum, a Shell a Statoil, que operam ativos offshore no Espírito Santo,  fizeram apresentações para demostrar como podem adquirir bens e serviços no Brasil para serem levados ao exterior.

 “Isso é uma necessidade do país no momento, não é questão de querer ou deixar de querer, se vai ser difícil ou não. Vai ter desafios, mas a gente precisa fazer uma discussão nacional, pois há uma carência, uma necessidade disso, e o Espírito Santo tem um ambiente bastante organizado no setor de óleo e Gás”, argumenta Félix.

O governo quer que o Fórum Brasileiro de Petróleo & Gás seja um dos principais ambientes no processo de discussão das regras de conteúdo nacional para a 14a rodada de licitação. O CNPE concedeu prazo de mais 45 dias para o debate, determinando que o regramento seja definido no fim de janeiro. 

Após o lançamento no Espírito Santo, o MME irá estender o fórum, e a discussão do conteúdo nacional a outros estados. O primeiro da fila será o Rio Grande do Sul. Por enquanto não há previsão para o Rio de Janeiro, embora o MME se diga aberto a isso.

Sobre a 14a rodada, Felix demonstrou bastante otimismo com a inclusão de dez áreas na Bacia de Campos, localizadas no litoral Sul do Espírito Santo, próximos ao Parque das Baleias. A expectativa do executivo é que esses blocos sejam arrematados e tragam investimentos significativos pata o Brasil e para o Espírito Santo.

“Essas áreas não estão dentro do polígono do pré-sal, mas quem garante que o pré-sal não está passando um pouco dessa 'cerca'? Em outras épocas se cogitou colocar essas áreas, tanto na área do Espírito Santo quanto do Rio de Janeiro, mas elas foram tiradas exatamente por estarem muito próximas do pré-sal e terem um potencial muito grande”, afirma o secretário de Petróleo & Gás do MME.